segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Jacques Brel - Olympia 64


Simplismente o rei da Chaison francesa, Brel demonstra nesta gravação ao vivo o porque de tamanha admiração minha por ele. 

Com uma voz rasgante e incrivelmente emotiva ele abre o show com a música "Amsterdam". Uma obra prima que narra a vida dos marinheiros nos portos de Amsterdam, conhecidos por seus excessos. E tudo é então seguido por canções que só fazem realçar mais e mais a incrivel voz de Brel e suas interpretações. 

Também um letrista de primeira, Brel não se poupa a falar do amor em todas as suas encarnações, e muitas vezes num tom que remete a sociedade francesa dos anos 50.                       Os instrumentos, que apesar de simples, ajudam a atingir esta atmosfera, as vezes fazendo nos entrar num pequeno salão parisiense da época. 

Apesar de omitir alguns de seus maiores sucessos neste show, como a esplêndida "Ne me quitte pas", Jacques mantem o seu padrão e consegue fazer uma performance incrível e tocante, como só ele sabe fazer.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Iggy Pop - Lust For Life.




Raiva, explosão, descontrole. Estes poderiam ser alguns dos vários adjetivos para descrever a carreira de Iggy até aquele momento.
Mas somente até lá. Lust for Life é quase como um momento de sobriedade para qual os ímpetos viscerais de Iggy antes.
Mesmo assim, ele não deixa seu jeito alegre e descontraído, ele agora, é um homem sóbrio, mas mesmo assim feliz.
Não mais nescessitava de agressividade no seu jeito, ele agora tinha se "acalmado" sem perder a vontade e até velocidade.

Mas não se deixe enganar pela suposta alegria dos intrumentos. Iggy faz questão de abordar temas pesados, e que como o álbum, são memórias de um passado incontrolado. Como por exemplo, um antigo vicio em cocaina.

Lust for Life é ao mesmo tempo parecido e diferente do trabalho anterior de iggy na compania dos stooges.
O álbum marca a saída de Iggy de um "punk" mais cru para algo mais limpo, mas sem perder a velocidade e a agonia raivosa
que são sua marca.

Um álbum muito bom, que mesmo que não seja tão bom quanto os trabalhos com os Stooges ainda se destaca do resto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Lucas Santtana - 3 Sessions in a green house


Uma mistura de ritmos passando, desde o jazz até o samba, 3 Sessions in a Greenhouse é um álbum único. Sem dúvidas uma das melhores surpresas musicais que tive em um bom tempo.

O álbum começa com a música Awô Dub, um ôde as cidades grandes, não na sua letra, mas em seu som, que incorpora samples que te fazem sentir na sacada de um prédio, de cara a uma movimentada avenida. Mas não ache que o álbum se limita a esta sonoridade, já que o estilo que prevalece, se revela nas faixas seguintes.

A partir daí, nós temos uma mistura de ritmos brasileiros, jazz e funk. Podemos notar claramente a influência de jazz em ambos bateria e instrumentos de sopro.
Uma das características mais marcantes é a forte presença do baixo ,que não caí para o segundo plano em momento algum, o que só colabora para a atmosfera mais, digamos, calma do álbum.

Os instrumentos de percussão e de cordas brasileiros são presença garantida em todas as faixas e quase sempre na companhia do forte sotaque dos vocais, dão um toque bem brasileiro ao álbum.



Apesar de claras influências internacionais, não consigo pensar em muitas coisas mais brasileiras do que este cd.
Recomendo, a qualquer um que se interesse por música.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Streetlight Manifesto - Everything Goes Numb.



Uma epopeia que vaga desde a euforia até o arrependimento.
Assim eu tentaria resumir o primeiro albúm da banda Streetlight manifesto.

Criada após a saída de Tomas Kalnoky da banda Catch 22, Everything goes numb segue bem o estilo de Tomas.
Uma mistura de ímpetos eufóricos seguidos de decepções, uma volta à consciência.

Músicas num ritmo bem acelerado, até para os padrões do ska. O vocal gritado e a inclusão de guitarras em apenas pequenos trechos também ajudam a destoar do resto
do ska sendo feito na época, a terceira onda ou na maior parte das vezes um ska "punk".
Mas o maior diferencial do cd para mim, é o som limpo com que a maior parte dos instrumentos é tocado, dando um ar maior de euforia as músicas sem perder a velocidade, além de nos
momentos de menor ritmo, ajuda a fazer com que a banda soe, arriscaria a dizer, arrependida do que se passou,como se aquela alegria anterior fosse condenável, impura.


Arriscaria dizer, que é das melhores coisas que o ska atual vem oferecendo.Não acho que o albúm vá impressionar na primeira vez, quem não gosta muito de ska.
Mas quando você estiver precisando de uma animada, ou até nos momentos animados, não conheço coisa melhor.